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TOLERANCIA ZERO!!

CENA 1:SUJEITO ENTRA EM UMA LOJA.
- Tem veneno pra rato?
- Tem! Vai levar?- Pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!!!!!

CENA 2: NO CAIXA DO BANCO, O SUJEITO VAI DESCONTAR O CHEQUE.
- Vai levar em dinheiro???
- Não!!! Me dá em clipes e borrachinhas!!!!!

CENA 3: CASAL ABRAÇADINHO, ENTRANDO NO BARZINHO
ROMÂNTICO.
- Mesa pra dois?
- Não, mesa pra quatro, duas são pra colocar os pés.

CENA 4: O SUJEITO APANHANDO O TALÃO DE CHEQUES E UMA CANETA.
- Vai pagar com cheque?
- Não, vou fazer um poema pra você nessa folhinha.

CENA 5: SUJEITO NO ELEVADOR (no subsolo-garagem):
- Sobe?
- Não, esse elevador anda de lado.

CENA 6: SUJEITO FUMANDO UM CIGARRO.
- Ora, ora! Mas você fuma?
- Não, eu gosto de bronzear meus pulmões também.

CENA 7: SUJEITO VOLTANDO DO PIER COM O BALDE CHEIO DE PEIXES.
- Você pescou todos?
- Não, alguns peixes são suicídas e se atiraram no meu balde.

CENA 8: COM VARA DE PESCAR NA MÃO, LINHA NA ÁGUA, SENTADO.
- Aqui dá peixe?
- Não... dá tatu, quati, camundongo...  peixe costuma dar lá no mato.

CENA 9:EDIFÍCIO PEGANDO FOGO FUNCIONÁRIO SAINDO CORRENDO.
- É incêndio???
- Não, é uma pegadinha do Faustão!!!!

CENA 10: SUJEITO NO CAIXA DO CINEMA.
- Quer uma entrada?
- Não, não, é que eu vi essa fila imensa e queria saber onde vai dar!!!!!!!


- Postado por: Marcelle às 21h14
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A extraordnária aventura vivida por VLADÍMIR MAIAKOVSKI no verão na DATCHA

(Púchkino, monte Akula, datcha de Rumiántzev, a 27 verstas pela estrada de ferro de Iaroslávl)

A tarde ardia com cem sóis.
O verão rolava em julho.
O calor se enrolava
no ar e nos lençóis
da datcha onde eu estava.
Na colina de Púchkino, corcunda,
o monte Akula,
e ao pé do monte
a aldeia enruga
a casa dos telhados.
E atrás da aldeia,
um buraco
e no buraco, todo dia,
o mesmo ato:
o sol descia
ll>lento e exato.>
E de manhã
outra vez
por toda a parte
lá estava o sol
escarlate.
Dia após dia
isto
começou a irritar-me
terrivelmente.
Um dia me enfureço a tal ponto
que, de pavor, tudo empalidece.
E grito ao sol, de pronto:
"Desce!
Chega de vadiar nessa fornalha!"
E grito ao sol:
"Parasita!
Você, aí, a flanar pelos ares,
e eu, aqui, cheio de tinta,
com a cara nos cartazes!"
E grito ao sol:
"Espere!
Ouça, topete de ouro,
e se em lugar
desse ocaso
de paxá
você baixar em casa
para um chá?"
Que mosca me mordeu!
É o meu fim!
Para mim
sem perder tempo
o sol
alargando os raios-passos
avança pelo campo.
Não quero mostrar medo.
Recuo para o quarto.
Seus olhos brilham no jardim.
Avançam mais.
Pelas janelas,
pelas portas,
pelas frestas,
a massa
solar vem abaixo
e invade a minha casa.
Recobrando o fôlego,
me diz o sol com voz de baixo:
"Pela primeira vez recolho o fogo,
desde que o mundo foi criado.
Você me chamou?
Apanhe o chá,
pegue a compota, poeta!"
Lágrimas na ponta dos olhos
- o calor me fazia desvairar -
eu lhe mostro
o samovar:
"Pois bem,
sente-se, astro!"
Quem me mandou berrar ao sol
insolências sem conta?
Contrafeito
me sento numa ponta
do banco e espero a conta
com um frio no peito.
Mas uma estranha claridade
fluía sobre o quarto
e esquecendo os cuidados
começo
pouco a pouco
a palestrar com o astro.
Falo
disso e daquilo,
como me cansa a Rosta,
etc.
E o sol:
"Está certo,
mas não se desgoste,
não pinte as coisas tão pretas.
E eu? Você pensa
que brilhar
>é fácil?
Prove, pra ver!
Mas quando se começa
é preciso prosseguir
e a gente vai e brilha pra valer!"
Conversamos até a noite
ou até o que, antes, eram trevas.
Como falar, ali, de sombras?
Ficamos íntimos,
os dois.
Logo,
com desassombro,
estou batendo no seu ombro.
E o sol, por fim:
"Somos amigos
pra sempre, eu de você,
você de mim.
Vamos poeta,
cantar,
luzir
no lixo cinza do universo.
Eu verterei o meu so
e você o seu
com seus versos."
O muro das sombras,
prisão das trevas,
desaba sob o obus
dos nossos sóis de duas bocas.
Confusão de poesia e luz,
chamas por toda a parte.
Se o sol se cansa
e a noite lenta
quer ir pra cama,
marmota sonolenta,
eu, de repente,
inflamo a minha flama
e o dia fulge novamente.
Brilhar pra sempre,
brilhar como um farol,
brilhar com brilho eterno,
gente é pra brilhar,
que tudo mais vá pro inferno,
este é o meu slogan
e o do sol.

1920

Maiakovski (trad. Augusto de Campos)

 

1. Datcha - casa de veraneio.
2. Versta - medida itinerária equivalente a 1,067m.
3. Rosta - A Agência Telegráfica Russa, para a qual Maiakovski executou cartazes satíricos de notícias - as "janelas" Rosta -, de 1919 a 1922.


- Postado por: Marcelle às 00h43
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